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Como conseguir o Green Card? Entenda os requisitos

Winter is coming! 5 maneiras de se aquecer no inverno dos EUA – Monkey Money

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July 22, 2025

Como conseguir o Green Card? Entenda os requisitos

maximios / Blog

Quer construir de vez sua vida aqui nos Estados Unidos? Então, é importante entender direitinho os requisitos e o como funciona o processo para obter o famoso Green Card. Talvez você até já tenha sonhado com o momento de ter esse cartão de residente permanente em mãos, né?

Inclusive, se já viu a série Modern Family, deve se lembrar de um episódio em que Gloria, que é colombiana, vai a uma festa de comemoração com seus amigos também colombianos, pois eles acabaram de conseguir o Green Card — se não conhece, já te digo: é na sexta temporada. Não é o tema principal do episódio, mas mesmo assim, dá para ver que é um passo bem importante para estrangeiros que querem construir a vida por aqui.

Quer ter tudo pronto para dar esse passo? Então, fica aqui comigo, pois eu vou apresentar tudo sobre como conseguir o Green Card. O processo pode ser demorado, mas vale muito a pena! Comece a ler e não perca a oportunidade de se mudar para os EUA e morar definitivamente por aqui. Bora lá.

O que é o Green Card?

Para começar, vou explicar o que é o famoso e desejado Green Card — se você leva vida de imigrante nos EUA, provavelmente já esteja por dentro do assunto, mas venho aqui para te trazer informações essenciais que talvez você ainda não saiba.

Trata-se de um visto de permanência no país. O nome oficial é US Permanent Resident Card (Cartão de Residente Permanente dos Estados Unidos). Diferentemente dos outros vistos, de certa forma ele não apresenta restrições de tempo e nem limita o que o estrangeiro pode ou não pode fazer no território americano.

Porém, o documento não dá somente direitos: há deveres a cumprir também. Vou falar mais sobre isso no próximo tópico, vem comigo!

Como ele funciona?

Conforme o USCIS (U.S. Citizenship and Immigration Services, ou seja, Serviços de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos), o imigrante que possui o green card tem os seguintes direitos:

  • morar de forma definitiva nos EUA, desde que não se cometa nenhuma infração contra a Lei de Imigração;
  • trabalhar em qualquer parte legal dos EUA conforme sua qualificação e escolha, desde que não seja um cargo público;
  • ficar sob proteção da legislação do país, do estado em que mora e das jurisdições locais.

Ainda de acordo com o Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos, eles devem cumprir as seguintes responsabilidades:

  • obediência às leis do país e da região em que moram;
  • pagamento dos impostos sobre a renda;
  • apoio à democracia vigente no país, mas sem o direito de votar;
  • registro no recrutamento militar (Selective Service), caso tenha entre 18 e 25 anos.

Como conseguir o Green Card?

O primeiro passo é fazer uma solicitação ao governo dos EUA por meio de um formulário de acordo com sua categoria de elegibilidade. Há opções para conseguir o Green Card por meio da família, emprego, entre outras opções.

Cada categoria é composta de outras subcategorias, com um formulário específico. Por exemplo, para pessoas que desejam obter o Green Card through employment (por meio do trabalho, em tradução livre), há a opção de aplicar como immigrant worker (trabalhador imigrante), chamada de EB, em primeira (EB-1), secunda (EB-2) ou terceira preferência (EB-3).

Após a solicitação, você passará por algumas etapas, incluindo a entrevista, e deverá apresentar a documentação requerida pelo governo.

Keep calm about the interview! As perguntas variam de acordo com a categoria de aplicação do seu Green Card. Mas, num geral, são perguntas relacionadas à sua chegada aos EUA, adaptação com cultura americana, estudos, trabalho, casamento (se for o caso)…

Valor do Green Card

Aqui, é importante colocar na ponta do lápis o valor do Green Card quando abrir o processo. O preço da taxa (fee) varia de acordo com o formulário a ser preenchido. Então, se esse é um dos seus objetivos, a ideia é ter um bom planejamento financeiro o quanto antes para que os preços não pesem no seu bolso!

No site mesmo é possível consultar a Fee Calculator. Basta selecionar o formulário adequado à sua situação e marcar as sub-opções de acordo com o seu caso. Daí, a calculadora dá o valor em dólares direitinho e atualizado. E dá para pagar com seu cartão de crédito online. Novamente, o site tem uma página explicando o passo a passo. Já facilita muito a vida!

Porém, logo aqui embaixo, vou dar uma média dos principais valores de Green Card atualmente, para você ter uma ideia. Só não esqueça de sempre conferir o valor atualizado no site, beleza? Dito isso, vem comigo!

Quais são os critérios para se aplicar a um Green Card?

Você já viu aqui como funciona o processo de aplicação para o Green Card, mas é importante entender também, os critérios requeridos para conquistar o verdinho. Vou mostrar e falar um pouco sobre cada um deles a seguir, bem como o preço médio. Bora lá!

Parentesco

O Green Card por parentesco deve ser solicitado pelo formulário I-130. Esse critério é uma possibilidade quando você tem algum parente que já resida legalmente (possua green card) nos EUA ou que detenha cidadania americana.

O parente pode ser:

  • pai;
  • mãe;
  • filho (solteiro, menor de 21 anos);
  • noivo;
  • cônjuge;
  • irmão ou a irmã.

Até o filho de um noivo ou noiva que seja cidadão americano pode ter o Green Card, bem como viúvos de cidadãos norte-americanos.

Aqui, o preço atual da taxa para submeter o formulário gira em torno de US $500.

Trabalho

E como conseguir o Green Card por meio do empregador? Caso você vá trabalhar nos Estados Unidos contratado por alguma empresa, é possível obter o cartão de permanência depois de alguns anos. Nesse caso, o formulário é o I-140. Há três subgrupos definidos pelo USCIS:

  • first preference (preferência primária): referente aos profissionais com habilidades extraordinárias, pesquisadores/professores de destaque ou líderes multinacionais;
  • second preference (preferência secundária): referente aos profissionais de uma determinada área que requer uma formação específica, profissionais com habilidades excepcionais;
  • third preference (terceira preferência): referente aos profissionais que são ou não especializados.

Os médicos estrangeiros residentes nos Estados Unidos também podem solicitar o visto de permanência definitiva. Aqui, o preço da taxa para submeter o formulário é por volta de US $ 700.

Investimento

Para se candidatar a essa categoria, é preciso abrir um negócio de US$ 500 mil ou US$ 1 milhão. Vai depender da região escolhida para o empreendimento. O primeiro valor se aplica a regiões com índice maior de desempregos, já o valor mais alto se aplica a regiões metropolitanas.

Seu negócio deve gerar, pelo menos, 10 empregos para norte-americanos ou pessoas que residem legalmente. Nesse caso, é preciso preencher o formulário é I-526, e o preço da taxa aqui é por volta de U$ $ 3,700.

Outras situações

Há, ainda, outras situações onde um Green Card pode ser concedido. Veja:

  • imigrantes especiais;
  • asilados/refugiados;
  • vítimas de alguns crimes, como tráfico humano;
  • registro (residência contínua no país desde 1972);
  • entre outras.

Qual é a importância do Green Card?

Já se perguntou se passar pelo processo para conquistar o seu Green Card vale a pena? Vale, e muito! Pensa comigo: quem tem visto de estudante não tem autorização para trabalhar. Além disso, o prazo de validade do documento está associado ao prazo de duração do curso.

Algo similar acontece com quem tem visto de turista ou de trabalho — há várias limitações. Apesar de garantir sua estadia aqui no país, o que é ótimo, sabemos que é temporário.

Com o Green Card, você vai além: num geral, ele não tem data de validade e só precisa ser renovado a cada 10 anos. Pode ser feito pelo site mesmo, na página renew my Green Card, o que traz muito mais tranquilidade e praticidade para você.

Sem falar que dá para passar por processos comuns com muito mais facilidade, tais como: alugar uma casa nos EUA, comprar um carro, arrumar um emprego, deslocar-se dentro e fora do país com mais liberdade e autonomia… Percebeu como ele dá passagem livre a quem o porta?

Green Card significa, literalmente, “cartão verde”. Um exemplo: no trânsito, o sinal verde significa “passagem livre”, “pode passar”, “vá em frente”. O Green Card, tal como o sinal verde, dá passagem livre para o imigrante, permitindo que ele more definitiva e legalmente nos Estados Unidos.

Pronto, agora você já sabe como conseguir o Green Card. Avalie quais são suas possibilidades e faça bom uso delas. Porém, lembre-se de que ter residência permanente não significa conquistar cidadania norte-americana — esse é outro processo, all right? Importante também, sempre consultar os preços das taxas atuais, pois eles são ajustados regularmente pelo governo.

Viver em outro país pode ser um desafio. É outra cultura, idioma, custo de vida… Bom mesmo é receber dicas e orientações para ter sucesso no exterior. Por isso, tendo chegado há pouco ou muito tempo nos EUA, bora descobrir como é viver nos Estados Unidos!

As informações contidas neste artigo não são e nem pretendem ser aconselhamento legal. Este artigo pode ser retirado do ar, sem aviso prévio.

July 2, 2025

Winter is coming! 5 maneiras de se aquecer no inverno dos EUA – Monkey Money

maximios / Blog

Ei, ninguém merece passar frio ou correr o risco de pegar um resfriado, né? Vestir-se bem é o primeiro passo para curtir o inverno dos EUA sem tremer de frio. E claro, além da roupa, a gente pode contar com uns truques a mais, como aquecedores e aquele banho quente delicioso.

Ficar bem agasalhado faz toda a diferença no nosso dia a dia, você não acha? Se o inverno ainda te pega de surpresa, relaxa! Separei algumas dicas aqui pra te ajudar a enfrentar o friozão com estilo e conforto. Confira!

Como se preparar para o inverno?

Essa é uma dúvida comum entre turistas e novos moradores das regiões mais frias dos EUA. Na verdade, as dicas também servem para qualquer outro destino com inverno mais intenso, principalmente quando é preciso lidar com a neve no dia a dia.

Veja a seguir como preparar o seu guarda-roupas para enfrentar o frio!

1. Casacos quentes

Ter pelo menos um bom casaco é essencial para ficar bem abrigado no inverno. E, mais importante do que ter um visual bonito, é que a peça ofereça o isolamento térmico necessário para sobreviver ao frio com conforto.

No Brasil, as temperaturas são mais amenas e dificilmente neva. Então, os casacos de lã são comuns, mas vale lembrar que eles não são impermeáveis, e toda umidade deve passar entre as tramas, deixando seu corpo gelado. Porém, pode ser que o objetivo não seja ter um casaco para neve, apenas quente e que aguente o inverno do local onde estiver.

Temos algumas sugestões para ajudar a fazer uma boa compra:

Priorize a qualidade

Fique atento a detalhes da composição do produto para não ficar na mão ou ter que comprar outro casaco em breve, dando preferência para materiais de boa qualidade sendo naturais ou sintéticos.

Materiais de boa qualidade

  • Lã: Muito eficiente em manter o calor, mas lembre-se de que nem todas as lãs são criadas igualmente. Lã merino, por exemplo, é conhecida por ser mais quente e menos propensa a coceira do que algumas outras lãs.
  • Poliéster: É resistente à água e pode ser uma boa opção se você estiver evitando produtos de origem animal.

Materiais menos eficientes ou de menor qualidade

  • Acrílico: Pode parecer lã, mas não tem o mesmo nível de isolamento térmico.
  • Algodão: Por si só, não é um bom isolante e, quando molhado, pode levar muito tempo para secar, reduzindo ainda mais suas propriedades de isolamento.

Experimente

A sensação no corpo é um ponto a ser levado em conta, ainda mais para perceber características como conforto, peso, proteção térmica etc;

Considere o comprimento

Mais curtos ou compridos, isso vai depender do seu gosto pessoal e também de lembrar que, em locais muito frios, é preciso se proteger ainda mais.

Evite comprar casacos justos

Pensando que você pode adicionar camadas de roupas extras, escolha um tamanho mais folgado principalmente nos braços e no tórax.

Preste atenção em detalhes que não são meros detalhes

Ter bolsos (pockets) e capuz (hood) pode fazer muita diferença em dias de chuva e ventania, o que confirma a teoria de que nem tudo é apenas sobre o visual.

Leia as informações específicas

Mesmo as pequenas coisas não podem passar despercebidas se você deseja fazer uma compra assertiva, como confundir waterproof (à prova d’água) com water-resistant (resistente à água).

Ao comprar um casaco, é crucial saber a diferença entre “waterproof” e “water-resistant”:

  • Waterproof (à prova d’água): significa que o produto foi projetado para ser completamente impermeável. Um casaco à prova d’água não permitirá que a água penetre, independentemente de quão pesada seja a chuva. É ideal para condições extremas de chuva ou neve;
  • Water-resistant (resistente à água): os casacos resistentes à água são feitos para repelir a água até certo ponto, mas não completamente. Eles podem lidar com chuviscos ou neve leve, mas, em uma chuva mais pesada, a água pode começar a penetrar. É bom para condições menos extremas e para uso diário, desde que você não espere ficar completamente seco em um aguaceiro.

Então, confira bem os dados do produto no site ou na etiqueta, ok?

2. Camadas de roupas

Talvez você já tenha ouvido alguém falar que o segredo de se vestir bem para o frio é seguir o “estilo cebola”, adicionando ou retirando as camadas de roupas de acordo com a necessidade do momento.

Fora manter-se aquecido, o foco deve ser não perder a liberdades dos movimentos, concorda? Reunimos aqui dicas que são úteis nesse sentido.

Primeira camada ou camada base

É a que fica em contato direto com o corpo e deve ser confortável, ao mesmo tempo em que preserva a temperatura e ajuda a manter a pele seca.

Por isso, uma boa ideia é apostar em uma segunda pele térmica, com um interior peluciado e partículas de poliéster que facilitam o processo de manter o corpo aquecido sem ser grosso ou pesado.

Segunda camada ou camada intermediária

A camada do meio pode ter uma modelagem mais folgada do que a anterior, e o maior objetivo é preservar a estabilidade do aquecimento corporal. Ou seja, reter o calor. Essas peças também podem ser usadas quando não está tão frio, cumprindo o papel de casaco principal em muitas ocasiões.

É comum encontrar opções de lã e os famosos fleeces. Calças jeans, por exemplo, não são recomendadas por esse ser um tecido poroso que permite a entrada do vento e frio.

Terceira camada ou camada externa

Nessa última camada a ser vestida, a ideia é se proteger de fatores externos como vento e umidade, dificultando que o seu corpo fique frio. É hora de colocar os casacões mais pesados ou até peças leves que sejam isolantes.

3. Roupas térmicas

Esses são itens indispensáveis para criar a base dos seus looks de inverno. As principais peças térmicas são as blusas e as calças. Lá no Brasil, essas últimas são conhecidas como “ceroulas”.

Falamos acima que essa primeira camada vai ajudar a reter o calor do corpo, mas o detalhe que não pode passar despercebido é que o efeito fica ainda melhor quando as roupas são apropriadas e feitas de tecidos com tecnologia térmica.

Usar uma meia-calça comum debaixo da calça ajuda, embora não tenha o mesmo efeito que um modelo desenvolvido para cumprir a função de preservar a temperatura corporal. Então, procure esse tipo de produto, que leva nomes como thermal clothing e heattech clothes.

4. Botas de inverno

Manter os pés protegidos e aquecidos é superimportante para conseguir fazer tudo o que você precisa, certo? Até porque precisamos deles para nos locomover quase que o tempo todo.

Para enfrentar um inverno mais rigoroso, as botas “comuns” podem não ser suficientes, e existem modelos mais propícios para essa estação do ano.

Na neve, um fator crucial é que o solado seja de borracha, um material impermeável e antiderrapante. Experimente andar sem esse “auxílio” e perceba como será mais difícil, lembrando que também será útil para os dias chuvosos. Os mais friorentos podem ainda priorizar botas com cano longo e forradas com pelúcia.

Outra questão frequente é: tênis resolve? E a resposta é não. Além de não esquentar bem os pés, os tênis podem ser bem escorregadios e impermeáveis.

5. Luvas, toucas, cachecóis e outros acessórios

Acessórios são necessidade ou um luxo dispensável? Depende. Em algumas regiões, é realmente difícil suportar as baixas temperaturas sem eles. Até porque as extremidades são as primeiras regiões do corpo que ficam geladas. Então, manter a cabeça, as mãos e o colo protegidos ajuda a garantir seu bem-estar no frio.

Porém, vale saber escolher os seus acessórios para não acabar sentindo frio mesmo com eles. O que acontece é que alguns modelos servem mais para enfeitar do que de fato proteger.

A dica é verificar a composição e dar preferência para os materiais térmicos se a previsão for de muito frio. Veja algumas sugestões:

  • Lã: excelente isolante térmico, com variedades como a merino sendo bem quentes e menos propensas a coceira, frequentemente usada em luvas, cachecóis e toucas;
  • Couro: durável, resistente à água e muitas vezes combinado com forros internos para mais calor, ideal para luvas;
  • Fleece (Polar): material sintético leve e quente que seca rapidamente, comum em luvas e toucas;
  • Cashmere: fibra de lã luxuosa e superquente extremamente macia ao toque, encontrada em cachecóis e, às vezes, em toucas.
  • Algodão: macio e menos isolante, adequado para climas mais amenos e usado em cachecóis e algumas toucas;
  • Acrílico: imita a lã em aparência e sensação, sendo mais resistente e leve, comum em toucas e ocasionalmente em cachecóis.

Onde fazer boas compras?

Se você chegou à conclusão de que precisa ir mesmo às compras para se aquecer no inverno dos EUA, é claro que essas dicas também não poderiam faltar por aqui.

Aproveite as lojas de departamento

Sim, normalmente elas estão cheias de casacos de inverno e, ao final da estação, é comum começar as promoções (busque por sales) com a coleção passada.

Esse é um ótimo momento para economizar comprando com desconto e guardando seu casaco para o futuro, já que estamos falando de um investimento que pode durar por anos.

Lojas como a Marshalls, TJ Maxx, Ross, Burlington e Costco têm muitas opções e preços mais econômicos, mas também vale dar uma olhada na Zara, H&M e Uniqlo. Retome a dica de consultar as etiquetas para ter certeza do que está comprando.

Invista em marcas reconhecidas

Uma recomendação para quem quer garantir qualidade é apostar em marcas que já são conhecidas por produzirem itens para o frio. É o caso de:

  • The North Face;
  • Columbia;
  • Patagonia.

Essas marcas apostam no conforto ao praticar esportes ou atividades ao ar livre — esteja calor ou nevando. Inclusive, basta dar uma volta nas cidades para encontrar essas logomarcas circulando por todos os lados.

A The North Face, por exemplo, divulga seus diferenciais baseados em tecnologias sintéticas e produtos que imitam plumas de ganso pela eficiência no isolamento térmico. Eles fazem isso garantindo que nenhum animal seja prejudicado na produção dos itens.

Já a tecnologia ThermoBall, também usada pela marca, é exclusiva e foi desenvolvida a partir de garrafas PET recicladas. Oferece 100% do isolamento térmico feito a partir desse material reciclado.

Procure bazares locais

Nos EUA existe muito a cultura de fazer bazares e garage sales. As pessoas se desfazem de suas coisas para doação ou vendem peças usadas a preços superatrativos, o que é ótimo para quem quer economizar na compra de casacos e roupas de inverno.

É claro que o segredo é verificar bem o estado de cada peça e analisar o custo-benefício. Às vezes, vale comprar algo usado e bem preservado para economizar alguns dólares.

Enfim, agora que você já sabe como se aquecer no inverno dos EUA, não dê bobeira e se prepare para as baixas temperaturas. Viver as peculiaridades dessa estação nas regiões mais frias pode ser incrível e, mesmo que você não goste tanto assim, não sofra com o winter blues que logo a situação fica mais amena. Não deixe de se cuidar, combinado? E lembre-se que isso inclui saber se vestir!

Que tal mais algumas dicas? Confira o conteúdo que preparei sobre poder de compra, comparando ganhos em real e dólar.

April 27, 2025

Monkey Money App, Autor em Monkey Money

maximios / Blog

9 de janeiro de 2025

Já assistiu a algum filme de Hollywood, com crianças vendendo limonada na frente de casa? Ou pessoas fazendo bazar, para ganhar alguns dólares extras? Esses temas são comuns de a gente ver por que a cultura empreendedora é essencial nos Estados Unidos. Aliás, desde a infância, todo mundo é ensinado a lutar pelos seus objetivos e alcançar o sucesso com dedicação e trabalho duro. Tanto que o país é conhecido como a “Terra das oportunidades”. Provavelmente é por isso que você está aqui também, right – certo? A seguir, eu quero te mostrar como o espírito empreendedor sustenta a cultura americana e como ela é formada por inovação e riscos. Saiba também como funciona a cultura da recompensa ao sucesso, e conheça histórias inspiradoras para você alcançar os seus sonhos. Have a good read – Boa leitura! O espírito empreendedor como um pilar da cultura americana A cultura empreendedora nos Estados Unidos não surgiu de repente, e nem alcança apenas os americanos. Mas para entendê-la melhor, volte às aulas de Geografia e História, e relembre o famoso conceito de American Dream – “Sonho Americano” que eu conto um pouco neste post do meu blog. Segundo a definição do portal Britannica, ele se refere ao popular ideal de que os Estados Unidos são a terra da oportunidade, na qual as pessoas têm possibilidades de ascender com trabalho e força de vontade, sendo consideradas iguais e livres. Assim, conforme a fonte, a origem para esse ideal seria exatamente vinda dos primeiros colonizadores europeus, que chegaram ao país fugidos de perseguições ou buscando novas oportunidades de vida. Aliás, a vida dos “pioneiros” é parte importante da história americana, que você pode relembrar no feriado de Thanksgiving – Ação de Graças. Dessa forma, essa ideia chegou a inspirar a Declaração da Independência Americana, realizada em 4 de julho de 1776, com a famosa frase: We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain unalienable Rights, that among these are Life, Liberty and the pursuit of Happiness. “Nós consideramos estas verdades evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais, que são dotados por seu Criador com certos direitos inalienáveis, que dentre estes são Vida, Liberdade e a procura da Felicidade.” Mais adiante, ainda segundo o Britannica, o termo “Sonho Americano” foi cunhado pelo empresário e historiador americano James Truslow Adams, em 1931, em seu livro The Epic of America – “O Épico da América.” Na obra, o autor explica o conceito não como um sonho de alcançar sucesso econômico apenas, mas de que cada pessoa atinja seu máximo potencial e que seja reconhecida pelo que é, sem importar suas origens e status.

A globalização do American Dream Com esse cenário, os Estados Unidos construíram uma economia forte, baseada no espírito empreendedor, que despontou o país entre os melhores do mundo. Segundo a companhia U.S. News & World Report, em seu ranking de melhores países de 2022, o país ocupa a 5.ª posição, ficando atrás apenas de Suíça, Alemanha, Canadá e Austrália. Na classificação, consideramos várias métricas, como qualidade de vida, influência, empreendedorismo e abertura para negócios. Assim, pessoas de outros países passaram a imigrar para os Estados Unidos também em busca do “sonho” e a fazer parte da sociedade americana. Para você ter uma ideia, entre 1892 e 1954, a ilha de Ellis, no porto de New York, recebeu mais de 12 milhões de pessoas. Décadas depois, mesmo com mudanças econômicas e políticas, o país ainda é o destino para quem procura novas oportunidades. Aliás, segundo a Câmara de Comércio dos EUA, profissionais da área da saúde, engenheiros, especialistas em TI e empreendedores que geram emprego estão entre os que têm maior destaque em solo americano. Cultura empreendedora nos EUA: inovação e riscos Os americanos abraçam a cultura empreendedora sem medo, com mudanças econômicas fazendo novas gerações ampliar e aproximar o “Sonho Americano” do conceito original. Segundo reportagem da CNBC, uma pesquisa da empresa GoDaddy, realizada com mais de mil donos de pequenos negócios nos Estados Unidos, 54% respondeu que o American Dream se trata de se sentir feliz na vida, e 49% apontou a relação do ideal com a liberdade de seguir suas paixões. Motivações e Valores dos Empreendedores Americanos Contudo, o aspecto de sucesso financeiro, muito relacionado ao empreendedorismo de forma geral, não fica atrás: para 56%, o aspecto “prosperidade” ainda é um motivador para o trabalho, a fim de se alcançar um estilo de vida confortável. Dessa forma, conforme a matéria, diante de acontecimentos como a pandemia de Covid-19 e o fenômeno Great Resignation – Grande Renúncia –, muitos americanos passaram a valorizar a flexibilidade do trabalho e ser seu próprio chefe, retomando o espírito empreendedor de “correr atrás” da construção de seu patrimônio pessoal. Para isso, dois fatores que sustentam essa cultura empreendedora nos Estados Unidos são a aceitação de riscos e a melhoria contínua. Por exemplo, é comum que muitas empresas atuem identificando oportunidades que o mercado já apresenta. A partir disso, novos produtos e serviços são criados e podem ser melhorados com o tempo. Um dos exemplos são os produtos da Apple: há décadas apresentam novidades que revolucionam o mercado, como o surgimento do iMac, com design colorido e maior velocidade, responsável por salvar a empresa da falência em 1998. Já a aceitação de riscos é uma característica que leva os americanos a duas boas práticas do empreendedorismo: o planejamento e a superação de falhas. Ou seja, no primeiro caso, o planejamento bem-feito leva os empreendedores a estruturar cada passo antes de agir, e conhecer seus riscos e o que é preciso para assumi-los com segurança. Por sua vez, o segundo tem a ver com nunca desanimar diante de dificuldades e falhas, enxergando algo que deu errado como uma oportunidade para corrigir e melhorar sempre. Isso leva à constante inovação, outra característica da cultura empreendedora americana. O ambiente favorável para empreender nos EUA A gente não pode falar de cultura empreendedora nos EUA, sem pensar em como a sociedade constantemente incentiva as pessoas a adotá-la. Em projetos de escola, nos clubes de faculdade e até naquela barraquinha de limonada do começo do post: em todo lugar, os americanos aplicam a cultura empreendedora e oferecem oportunidades para que ela aconteça. Tanto que em outro ranking da U.S. News & World Report, o país é o primeiro em empreendedorismo, liderando a lista, ficando na frente da Alemanha e Japão. Na prática, as ações dos Estados Unidos até se estendem para outros países. Por exemplo, existe o programa de bolsas Young Leaders of the Americas – YLAI. Lançado em 2015, mais de 1.000 jovens da América Latina, Canadá e Caribe foram para o país estudar empreendedorismo e desenvolver habilidades em organizações e empresas americanas. Cultura de recompensa e histórias inspiradoras Outro aspecto que demonstra como a cultura empreendedora nos EUA é forte é a chamada cultura da recompensa. Ou seja, a prática de reconhecer e celebrar grandes empreendedores do país, tornando-os exemplos para as próximas gerações. Dentre eles, John Rockefeller e Henry Ford são alguns destaques clássicos. Mas, além deles, tem muitas outras pessoas em quem você pode se inspirar. Check it out – Confira! Chris Gardner Sabe aquele filme com Will Smith, The Pursuit of Happyness (“À Procura da Felicidade” – 2006)? Pois é, a história de Chris Gardner é real e inspirou a produção. Um dos melhores exemplos da aplicação do conceito de grit (habilidade de perseverar e alcançar objetivos a longo prazo, segundo a psicóloga Angela Duckworth), Chris era vendedor de equipamentos médicos e chegou a morar em abrigos em San Francisco com o filho pequeno. Na década de 1980, estudou para entrar em um estágio na empresa Dean Witter Reynolds. Então, seguiu crescendo na companhia até fundar sua corretora financeira, Gardner Rich, em 1987. Jan Koum No Brasil, o WhatsApp é um aplicativo de mensagens popular, que surgiu graças a Jan Koum. Ucraniano, mudou-se para California com a família no início dos anos 1990, quando começou a aprender sobre computadores lendo manuais. Após se formar na Universidade de San Jose, ingressou na Ernst and Young em 1997, onde conheceu Brian Acton, que o levou ao Yahoo. Em 2007, saíram da empresa e, depois de serem recusados em vagas de emprego do Facebook, criaram o aplicativo. Aliás, foi essa empresa que comprou o WhatsApp em 2014. Joy Mangano Outra história que rendeu uma produção de Hollywood, Joy (“Joy: O nome do sucesso”, 2015), a vida de Joy Mangano é outro exemplo de uma empreendedora que, apesar das dificuldades, alcançou o sucesso e conseguiu ver oportunidades de inovar em algo que já existia. Inventora, se formou em Gestão de Empresas em 1978, sendo mãe de três filhos. Em 1989, depois de seu divórcio, passou a trabalhar como garçonete. Cansada de se curvar e molhar as mãos com água suja ao limpar a casa, ela inventou um esfregão melhor, hoje conhecido como Magic Mop. Mesmo sendo taxada de louca, achou que sua invenção tinha potencial, reuniu recursos com ajuda da família e produziu 100 unidades na oficina de seu pai. Depois, assinou um contrato com o canal de televendas, QVC. Mas foi só quando apareceu nos comerciais que as vendas começaram a acontecer. No ano 2000, vendeu a empresa Ingenious Designs para a estação de televendas HSN, expandindo a oferta de produtos para mais de 100 invenções. Reconhecendo o sucesso, valorizando a independência e usando erros para aprender e melhorar, a identidade empreendedora nos EUA é um dos pilares da cultura americana atual. Porém, sua origem é antiga e remete aos primeiros imigrantes, que chegaram ao país em busca de oportunidades. Hoje, ainda podem ser considerados como a terra do American Dream, com possibilidades para americanos e imigrantes que queiram empreender, persistir e alcançar seus sonhos. Gostou de conhecer sobre a cultura empreendedora e alguns dos empresários americanos que tiveram sucesso? Compartilhe em suas redes sociais e inspire quem você conhece!

April 27, 2025

Escola pública nos Estados Unidos: como conseguir uma vaga

maximios / Blog

Você com certeza já ouviu falar que aqui nos Estados Unidos as escolas públicas são de ótima qualidade, não é mesmo? E muitas delas são mesmo!

Mas o que precisa ser feito para conseguir uma vaga na escola pública? É preciso dominar o idioma? Que documentos são necessários? A escola precisa ser perto de casa? Vou te contar tudinho, mas antes, que tal entender as particularidades do ensino americano? Vem comigo para entender por partes.

Como funciona o sistema de ensino americano?

O sistema educacional americano é dividido nas seguintes etapas:

  • preschool (kindergarten);
  • elementary school;
  • middle school (junior high);
  • high school (senior).

A preschool é opcional e direcionada para crianças na faixa etária dos 3 aos 5 anos. As atividades têm como foco o ensino de línguas ou um programa geral de educação infantil.

Já a partir dos 6 anos, as crianças são obrigadas a frequentar a elementary school, que se assemelha ao ensino fundamental I no Brasil. Essa etapa tem duração aproximada de 5 anos, variando de acordo com o estado. O currículo inclui algumas disciplinas como matemática, leitura e educação física.

A middle school, por sua vez, corresponde ao intervalo de 11 aos 13 anos, e é conhecida como junior high, equivalente ao ensino fundamental II brasileiro.

A última etapa é a high school, equivalente ao ensino médio no Brasil. Nela, os alunos precisam cursar três disciplinas obrigatórias (inglês, história e matemática) e podem escolher as outras matérias eletivas. Essa escolha é importante para guiar o caminho para o ensino superior.

O calendário letivo das escolas públicas é dividido em trimestres e começa após o verão, entre agosto e setembro e termina entre maio e junho.

Como ocorre o ingresso ao ensino superior?

Para ingressar no ensino superior, os jovens dos EUA fazem o famoso teste SAT. Originalmente, SAT era uma sigla para Scholastic Aptitude Test e, posteriormente, para Scholastic Assessment Test, mas hoje apenas a palavra SAT, sem associar a nenhuma sigla, já se tornou o próprio nome da prova.

Diferente do Enem ou do vestibular brasileiro, o SAT não garante automaticamente uma vaga em universidades. Eles compõem o currículo que o estudante irá inscrever para a instituição desejada, mostrando suas notas em leitura, compreensão, matemática e, em alguns casos, disciplinas eletivas.

Como as notas são dadas no sistema de ensino americano? Por aqui, não são apenas as provas escritas que são consideradas. Entre os americanos, há muita valorização dos esportes, atividades extracurriculares e espaço para que os alunos expressem suas opiniões, escrevam redações, façam trabalhos e assim por diante.

As notas também são diferentes. Ao invés de 1 a 10, o grading system vai de A a F, na qual o A equivale a mais de 90% de acertos na prova, o B seria entre 80% e 89%, o C entre 70 e 79%, o D seria entre 60 e 69% e a pior nota é representada pela letra F, estando abaixo de 60%. Em geral, o mínimo para ser aprovado é alcançar a nota D.

Qual é a diferença das escolas públicas, privadas e mistas?

Existem diferenças significativas entre as escolas públicas, privadas e mistas nos Estados Unidos. Os ambientes educativos públicos oferecem programas especiais e, por isso, são considerados de excelência.

Confira a seguir mais características sobre cada espaço de ensino.

Escolas públicas

As escolas públicas nos Estados Unidos são responsáveis por alocar nada menos do que 90% dos alunos da educação básica, e são um ativo poderoso da cultura americana. A rede é garantida pelos chamados distritos escolares, com uma administração local e um funcionamento que seria similar a uma Secretaria de Educação no Brasil.

No entanto, a fase de pré-escola não costuma ser oferecida na maioria dos estados, sendo atendida pela iniciativa privada. O Middle School e o High School são compostos de turmas que não passam de 25 alunos, ofertando uma ótima infraestrutura e muitos recursos tecnológicos.

O corpo docente, da mesma forma, costuma ter uma boa formação acadêmica. O nível de organização e estrutura das instituições públicas também é um diferencial. Muitas contam com pista de corrida, arquibancada e espaços para as atividades obrigatórias e optativas.

Escolas privadas

As escolas privadas representam apenas uma pequena fatia do sistema de ensino dos Estados Unidos, atendendo em torno de 10% dos estudantes, apenas. Mas isso não quer dizer que não existam excelentes instituições do tipo por aqui, algumas voltadas para comunidades específicas e com grades curriculares diferenciadas.

Como a rede particular não segue as determinações nacionais e estaduais sobre o que ensinar, elas podem oferecer programas exclusivos e especializados, muitos deles são considerados altamente avançados em alguns campos, como artes, tecnologia e ciências em geral.

Escolas mistas

As escolas mistas têm como foco um ensino diferenciado por sexo. Essas instituições atuam com projetos, atividades extracurriculares e acadêmicas, a fim de especializar os alunos em determinadas áreas, como matemática, engenharia e ciência.

Como é o processo para conseguir uma vaga?

O primeiro passo é procurar o Distrito Escolar do seu bairro. Veja como fazer:

  • consulte o Distrito Escolar no qual você reside e as escolas mais próximas do seu endereço;
  • observe os prazos para o início das matrículas e veja se é possível fazer a inscrição pela internet;
  • separe os documentos exigidos;
  • veja se será necessário fazer um tipo de teste ou prova diagnóstica de nivelamento;
  • finalize a admissão e aguarde a confirmação.

Basicamente, são solicitados os seguintes documentos:

  • comprovante de residência;
  • contrato de aluguel ou escritura da casa caso seja proprietário.
  • contas de serviços básicos;
  • documento de identidade;
  • exame médico e odontológico.

Algumas escolas também solicitam o cartão de vacinação e podem solicitar documentos específicos quando necessário para acessar um benefício federal, por exemplo.

É necessário estar legalizado no país?

Por Lei, todas as crianças de famílias de imigrantes, mesmo as que não estão legalizadas no país, têm a matrícula assegurada em escolas públicas. Elas podem cursar desde a pre-school até o último ano da high school. Esse direito é garantido por uma decisão de 1983 da Suprema Corte americana.

Embora exista essa lei, o processo de matrícula escolar de alunos ilegais pode depender da decisão de cada município ou condado dos Estados Unidos. Mesmo assim, na grande maioria das vezes, os colégios não exigem passaporte e nem o status migratório da criança estrangeira.

Só é possível conseguir uma escola perto de casa?

Nos EUA, as escolas públicas são gerenciadas por cada distrito ou bairro, por isso, os colégios têm autonomia para tomar decisões em relação ao corpo docente e à oferta de disciplinas.

As ações são tomadas de acordo com as necessidades da metodologia e de toda a comunidade estudantil. As crianças e os jovens devem estudar em locais próximos ao de moradia, mas nem sempre esse fator é uma regra.

É preciso saber o idioma?

Não é necessário se preocupar se você não é fluente no idioma, já que os colégios compreendem essa dificuldade e dão suporte ao estudante. Ele recebe reforço em uma disciplina própria para conseguir aprender da melhor forma a língua estrangeira.

Também existe a possibilidade de contar com o apoio de professores particulares que podem ajudar no processo de compreensão e domínio do inglês. É interessante, antes de tudo, realizar uma avaliação para que a escola compreenda o nível de fluência.

A educação americana, portanto, oferece toda a estrutura para que o estudante consiga dominar o idioma e tenha mais facilidade no processo de aprendizagem. Com isso, ele tem muito mais chances de ter um bom desempenho e aproveitar ao máximo as disciplinas.

Entender como funciona a escola pública nos Estados Unidos é fundamental no momento de optar por maneiras acessíveis de se mudar para os EUA. Como vimos, há inúmeras diferenças entre o sistema educacional americano e o brasileiro, ou seja, o estudante precisa se preparar com antecedência para ter uma boa adaptação.

Aproveite a visita e acompanhe também dicas imperdíveis para entender melhor a cultura americana!

As informações contidas neste artigo não são e nem pretendem ser aconselhamento legal. Este artigo pode ser retirado do ar, sem aviso prévio.
April 2, 2025

Limited Liability Company (LLC): como funciona o modelo nos EUA

maximios / Blog

Os Estados Unidos são a terra das oportunidades e disso ninguém discorda. Quer um exemplo? Há um modelo de empresa ideal para pequenos negócios, autônomos e imigrantes. Estou falando do Limited Liability Company, também conhecido pelos íntimos como LLC.

Esse modelo de empresa permite a qualquer um abrir uma empresa rapidamente — e nem será preciso ter um sócio, caso você queira fazer tudo isso sozinho. No LLC, a cobrança de impostos também é mais leve, principalmente em relação a outro modelo, o Corporation.

Essas informações te deixaram arrepiado e pronto para abrir uma LLC hoje mesmo? Então vem comigo, que eu vou te deixar craque no assunto!

O que é Limited Liability Company?

Limited Liability Company, também conhecida pela sigla LLC, é o tipo de empresa constituída como uma sociedade limitada nos Estados Unidos. É similar ao LTDA, muito comum no Brasil.

Ok, mas para que isso serve, exatamente? Dentro da legislação americana, ter uma sociedade limitada oferece algumas facilidades para empresas. Por exemplo: caso o negócio esteja endividado ou ocorram processos judiciais contra ele, o patrimônio pessoal de cada proprietário não estará em risco.

É possível dizer que a LLC fica no meio do caminho entre outros dois modelos empresariais americanos: o de parceria (partnership) e de uma corporação (corporation).

É uma boa alternativa para, principalmente, pequenas empresas e empreendedores com um investimento mais modesto — mas que queiram flexibilidade para tocar seu negócio e tomar decisões.

Como funciona?

Em termos de gestão e administração do dia a dia do negócio, a LCC é tocada pelos próprios sócios. Contudo, é muito importante que as responsabilidades internas e os poderes de cada membro sejam definidos logo de cara, para evitar problemas jurídicos e até mesmo o estresse.

A constituição de uma sociedade de responsabilidade limitada nos Estados é mais simples do que outro modelo praticado no país, o de corporation, em que os tributos precisam ser pagos em nome da empresa — e não dos proprietários.

Falaremos com mais detalhes disso no próximo tópico, mas é preciso entender que as pessoas geralmente procuram esse modelo de LLC pela flexibilidade e pela proteção aos investidores.

Dependendo do estado em que você mora, você pode ter isenção tributária direta. Um exemplo é o Delaware, que permite a criação de uma LLC isenta de impostos e com exigência de apenas um sócio fundador. De acordo com a consultoria Zen Business, Alasca e Wyoming costumam ter taxas menores; já o Tennessee tem cobranças mais pesadas.

Mais um detalhe que não pode passar batido: na LLC, os lucros e os prejuízos precisam ser informados nas declarações pessoais de imposto de renda de cada um dos sócios.

Quais as vantagens e desvantagens?

A principal vantagem desse modelo LLC é a responsabilidade limitada dos sócios. Isso significa que bens pessoais dos membros estão protegidos caso a empresa enfrente processos e demandas jurídicas relacionadas à empresa.

Assim, se a empresa enquadrada no LCC for obrigada a arcar com algo, por exemplo, não há qualquer chance de que os sócios tenham suas contas pessoais bloqueadas. Além disso, como vimos antes, alguns estados (como Delaware) oferecem benefícios fiscais e uma cobrança de imposto de renda mais em conta.

Para quem quer incentivar parentes e familiares no Brasil a investir nesse modelo LLC, outra boa notícia: os sócios não precisam morar nos EUA, o que possibilita que um morador nos EUA possa formar um negócio nesse modelo com alguém que esteja lá na América do Sul.

Outro benefício relevante é a facilidade de abertura da empresa, já que você não precisará entregar uma infinidade de documentos ou passar por um processo burocrático longo. Ter um negócio no modelo LLC é um modo de fazer parte da estrutura empresarial nos Estados Unidos — e se integrar definitivamente à cultura do país. Não é à toa, o LLC é um excelente modelo para imigrantes e/ou autônomos.

Desvantagens

Uma possível desvantagem é que o modelo de Limited Liability Company é mais indicado para pequenas empresas, uma vez que não será permitido colocar o negócio na bolsa de valores americanas e nem se expandir para outros estados.

Também será preciso estudar as pequenas diferenças na lei em cada estado. Caso uma empresa LLC decrete falência, ela precisará ser absolutamente extinta — e só poderá continuar se houver um sucessor registrado.

Quais são as tributações?

Não existe uma modalidade própria de tributação para uma empresa LLC. Nesse contexto, a cobrança de impostos é realizada de dois modos: como uma organização enquadrada no modelo Partnership (“Parceria”) com ao menos dois sócios ou como uma Sole Proprietorship (“Parceria solo”), com apenas um membro.

Quando há dois ou mais sócios (ou seja, no modelo de tributação Partnership), a empresa é obrigada a fazer o Tax Return, um imposto similar ao imposto de renda, no qual ela detalha as receitas e despesas. Aí, cada sócio será tributado individualmente, de acordo com a participação nos lucros.

Já na modalidade Sole Partnership, quando existe apenas um sócio na LLC, o empreendimento será tributado como uma pessoa física simples. Aí, o proprietário deverá pagar os tributos em sua declaração pessoal de imposto de renda.

Como abrir uma LCC nos EUA?

Para abrir uma LLC nos Estados Unidos, você só precisa realizar esse registro junto ao governo estadual. E não se preocupe com burocracias demoradas: em alguns dias, tudo estará devidamente regularizado.

Depois de realizar esse registro, uma dica é que você e seus sócios desenvolvam um contrato social (Operation Agreement nos EUA), que serve para definir o poder de cada um dos proprietários.

Ele não é obrigatório, mas ajuda muito: caso não seja feito, a LLC estará submetida ao estatuto de cada estado americano para as Limited Liabilitiy Companies.

É possível abrir uma LLC até mesmo dentro do Brasil, para pessoas que têm familiares ou amigos que querem investir nesse modelo. Para isso, basta ter um endereço comercial, que seja o do contador do negócio, ou um escritório virtual.

De maneira resumida, os passos são os seguintes:

  • escolha o estado em que deseja atuar no formato LLC;
  • defina o nome da empresa e cheque a disponibilidade. Um site que permite fazer isso é o Direct Incorporation;
  • escolha um agente registrado, isto é, uma pessoa ou organização que receberá os documentos legais de impostos. O agente deve ter um endereço físico no estado onde a LLC está sendo formada;
  • registre-se para impostos estaduais e locais: dependendo da natureza do seu negócio e de onde sua LLC está localizada, você pode precisar registrar-se para certos impostos estaduais e locais, como o “sales tax” ou “use tax”. Para encontrar informações específicas sobre os requisitos fiscais do seu estado, você deve visitar o site oficial do “Department of Revenue or Taxation” do seu estado. Só buscar por ‘Department of Revenue + estado’ para achar esta página no Google, como de Washington e da Florida.
  • obtenha as permissões necessárias, de acordo com as exigências do estado;
  • por fim, registre sua empresa LLC na Receita Federal dos EUA, para finalmente receber um número de Identificação de Empregador, o Employer Identification Number (EIN). Também conhecido como número de identificação fiscal, é basicamente o número de segurança social para a sua empresa. É necessário para fins fiscais e para abrir uma conta bancária comercial.

Pronto! Depois dessa pequena maratona, você será oficialmente um empreendedor em solo americano. Aí, quando você estiver vendo televisão e ouvir todos aqueles números impressionantes sobre a economia americana, poderá estufar o peito e gritar: “Eu sou parte disso, meus consagrados!”.

Agora que você já sabe tudo sobre a Limited Liability Company, já pode abrir a sua ou pensar se esse é mesmo o modelo que melhor se enquadra na sua proposta de negócio. Lembre-se de que há outros nos Estados Unidos, como o de Corporation, então você tem muita flexibilidade para decidir.

E aí, curtiu o post e quer mostrá-lo para uma galera? Então, compartilhe em suas redes sociais e chame todo mundo para a discussão!

March 25, 2025

Monkey Money – Página 2 de 22 – Seu melhor amigo nos Estados Unidos

maximios / Blog

10 de outubro de 2024

Bora falar de um assunto que nunca desagradou a ninguém: comida! Nos Estados Unidos, esse tema é ainda mais delicioso, porque o tamanho do país garante uma variedade infinita de rangos, para todos os gostos e tamanhos de estômago. Um deles é o sanduíche. Você pode ter pensado: só “sanduíche”? Não vai dissertar sobre? Sim, o tema é só esse mesmo. Mas vou te mostrar que esse assunto não se esgota nunca, ainda mais em um país que tem milhões de variações regionais da clássica receita “pão e mais algumas coisinhas”. Bora saber mais e descobrir as diferenças e semelhanças em relação aos lanches do Brasil! Cultura dos sanduíches nos EUA Não é exagero dizer, meu nobre amigo, que a cultura dos sanduíches merece um enorme capítulo em qualquer documentário ou livro de curiosidades que se escreva sobre os EUA. Não é à toa que sandubas americanos são copiados e adaptados no mundo todo. Venha saber mais disso! A influência do fast food na cultura do país Se todos os dias você se ajoelha e agradece a oportunidade de encontrar um sandubão de respeito em qualquer rodovia ou restaurante de beira de estrada nos EUA, agradeça aos criadores do fast food, que são os responsáveis por essa infinidade de opções. O sanduíche se estabeleceu nos EUA pela facilidade de preparo, que tem tudo a ver com a cultura empreendedora de time is money (tempo é dinheiro) dos americanos, no qual a galera faz uma refeição rápida e já volta pro batente. E tem dado certo, né? Olha o nível da economia dos caras! X…? Quando falamos de sanduíches, não estamos mencionando apenas os hambúrgueres estilo fast food, mas também outras opções, como o club sandwich e o submarine sandwich. Tem opção pra tudo quanto é tipo e tamanho de carnívoro — e vegetarianos também! Além desses, também posso citar: hot brown (muito comum no Kentucky, leva peito de peru, presunto e bacon); cuban sandwich (sanduíche cubano, muito encontrado na Florida); reuben sandwich (com pastrami e chucrute, sucesso no Nebraska). Ingredientes e toppings comuns nos EUA Os toppings são qualquer produto extra que modifique a receita original. O objetivo é deixar o rango ainda melhor. No caso de um hambúrguer americano, por exemplo, os seus ingredientes e toppings comuns são bacon, alface, tomate, queijo cheddar e molhos especiais. O pepperoni é um ingrediente que costuma ser associado às pizzas, mas a verdade é que ele também aparece em sanduíches, assim como molhos de cogumelo, extra cheese e o molho de cebola. Já de acompanhamento dos sanduíches, os americanos amam batatas fritas. Inclusive, a batata frita é, sozinha, uma das comidas mais consumidas no país, de acordo com dados do site Statista. Estilos regionais nos EUA Eu já citei algumas opções gerais, mas que tal você conhecer uns clássicos regionais que não pode deixar de provar? Bora lá. Cheesesteak, da Philadelphia Esse sanduba é feito de pedaços bem pequenos e fatiados de carne e queijo derretido, ambos espalhados em um pão mais longo, o Hoagie roll. Tão clássico quanto a cena do Rocky Balboa subindo a escadaria do Philadelphia Museum of Art! Po’boy, de New Orleans New Orleans é um dos grandes destinos gastronômicos dos EUA. Além de pratos clássicos como o gumbo e a jambalaya, a galera lá ama o tal Po’boy. A receita varia, mas o formato clássico é um pão francês recheado com carne ou algum peixe, cercado de ingredientes como picles, molho picante e maionese. Lobster roll, da New England Trata-se do clássico sanduíche de lagosta, muito comum na New England, aquela região do leste que engloba estados como Massachusetts, Maine e New Hampshire. É uma espécie de primo do cachorro-quente, mas com um peixão maravilhoso no centro. Cultura dos sanduíches no Brasil No Brasil, tem desde o sanduba de pernil clássico, passando pelos hambúrgueres com fritas (tradição importada dos EUA, lógico) e opções mais regionais. Vem comigo. Ingredientes típicos no Brasil Alguns dos ingredientes mais encontrados no Brasil são o presunto, a muçarela e diversas opções de salada. Em alguns casos, também é possível encontrar requeijão e queijo prato (principalmente nos food trucks, outra maravilhosa criação importada dos EUA). X… de novo? Como você já deve ter notado ao longo da vida, o “X” que aparece nos nomes dos sanduíches brasileiros deriva de cheese, queijo, ingrediente sagrado da cultura fast food americana. Além disso, o “X” emplacou porque cheeseburger é a versão mais básica do hamburgão americano, que leva apenas carne e queijo, com os demais complementos à escolha de quem vai devorá-lo. As grandes redes, como o McDonald’s e o Burger King, costumam usar queijo processado. Mas, ao redor do país, não será difícil encontrar outras opções, principalmente para quem curte seu queijo mais derretido: cheddar, suíço, muçarela… o céu é o limite! Variações regionais no Brasil Foi difícil não citar umas 500 mil, mas escolhi três variações bem brasileiras para representar o país. Pão com bolinho do sul Esse pão com bolinho é uma verdadeira febre no sul do Brasil, sendo facilmente encontrado em Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis, além de várias outras cidades da região. Basicamente, leva carne moída e temperos como alho, cebola, cebolinha, pimenta e sal. Para dar aquela robustez clássica, ovo e farinha de rosca. Uma adaptação também pode ser feita para que vire um sandubão clássico, como maionese no pão francês (pão d’água também utilizado). Sanduíche de pernil de São Paulo São Paulo não vive só daqueles pães com 364 mil fatias de mortadela bolonha. O sanduba de pernil é um clássico da cidade mais populosa do Brasil, presente desde as portas de estádio de futebol até versões mais gourmetizadas. Fatias de carnes com um molho de cebola e pimentão pode parecer uma fórmula simplezinha demais, mas vou te contar: funciona, viu? X-caboquinho Esse é Brasil demais: típico da região amazônica do Brasil, o X-caboquinho leva pão careca, banana frita, queijo coalho, ovo e tucumã, uma fruta típica da região. Preparação e consumo Pelos ingredientes serem tranquilos de encontrar em supermercados e padarias, o preparo e o consumo podem ser feitos até em casa. Contudo, também é comum encontrar diversos points de sandubão que servem para a galera se encontrar, ver jogos de futebol e qualquer outro pretexto para encarar um lanchão daqueles. Hot dog americano x brasileiro Enquanto o dogão americano é bem mais minimalista, servido na maioria das vezes apenas com pão, salsicha e uma aplicação de mostarda, o brasileiro é bem mais… maximalista? Não é incomum encontrar batata palha, milho, ervilha, diversos condimentos, ovo de codorna, passas, partes de carburador e pino de pneu de bicicleta (ok, os dois últimos são mentira minha). Qual dos dois é melhor? Essa pergunta é impossível de ter uma resposta certa, já que depende das preferências de cada um. Na dúvida, eu como ambos e ainda peço uma torta de limão de sobremesa, e você? Onde comprar sanduíches nos EUA? Seria um tremendo vacilo fazer essa lista de sandubões e não te contar onde achar essas delícias, né? Felizmente, basta acessar o Guia Monkey para encontrar os melhores locais, de acordo com a região em que você mora. Clique aqui e confira um passo a passo muito show para utilizá-lo da melhor forma possível. Depois de ler isso tudo, você já tem programas gastronômicos para os próximos dois anos, no mínimo. Caso vá passar férias no Brasil, também poderá provar coisas novas. Como você viu aqui, o sanduíche é uma instituição internacional e nunca será derrotado! Quer encontrar tudo isso que descrevemos aqui? Então, aproveite o embalo e confira o Guia Monkey!   [zcwp id = 2]

March 25, 2025

Monkey Money – Seu melhor amigo nos Estados Unidos

maximios / Blog

9 de janeiro de 2025

Já assistiu a algum filme de Hollywood, com crianças vendendo limonada na frente de casa? Ou pessoas fazendo bazar, para ganhar alguns dólares extras? Esses temas são comuns de a gente ver por que a cultura empreendedora é essencial nos Estados Unidos. Aliás, desde a infância, todo mundo é ensinado a lutar pelos seus objetivos e alcançar o sucesso com dedicação e trabalho duro. Tanto que o país é conhecido como a “Terra das oportunidades”. Provavelmente é por isso que você está aqui também, right – certo? A seguir, eu quero te mostrar como o espírito empreendedor sustenta a cultura americana e como ela é formada por inovação e riscos. Saiba também como funciona a cultura da recompensa ao sucesso, e conheça histórias inspiradoras para você alcançar os seus sonhos. Have a good read – Boa leitura! O espírito empreendedor como um pilar da cultura americana A cultura empreendedora nos Estados Unidos não surgiu de repente, e nem alcança apenas os americanos. Mas para entendê-la melhor, volte às aulas de Geografia e História, e relembre o famoso conceito de American Dream – “Sonho Americano” que eu conto um pouco neste post do meu blog. Segundo a definição do portal Britannica, ele se refere ao popular ideal de que os Estados Unidos são a terra da oportunidade, na qual as pessoas têm possibilidades de ascender com trabalho e força de vontade, sendo consideradas iguais e livres. Assim, conforme a fonte, a origem para esse ideal seria exatamente vinda dos primeiros colonizadores europeus, que chegaram ao país fugidos de perseguições ou buscando novas oportunidades de vida. Aliás, a vida dos “pioneiros” é parte importante da história americana, que você pode relembrar no feriado de Thanksgiving – Ação de Graças. Dessa forma, essa ideia chegou a inspirar a Declaração da Independência Americana, realizada em 4 de julho de 1776, com a famosa frase: We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain unalienable Rights, that among these are Life, Liberty and the pursuit of Happiness. “Nós consideramos estas verdades evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais, que são dotados por seu Criador com certos direitos inalienáveis, que dentre estes são Vida, Liberdade e a procura da Felicidade.” Mais adiante, ainda segundo o Britannica, o termo “Sonho Americano” foi cunhado pelo empresário e historiador americano James Truslow Adams, em 1931, em seu livro The Epic of America – “O Épico da América.” Na obra, o autor explica o conceito não como um sonho de alcançar sucesso econômico apenas, mas de que cada pessoa atinja seu máximo potencial e que seja reconhecida pelo que é, sem importar suas origens e status.

A globalização do American Dream Com esse cenário, os Estados Unidos construíram uma economia forte, baseada no espírito empreendedor, que despontou o país entre os melhores do mundo. Segundo a companhia U.S. News & World Report, em seu ranking de melhores países de 2022, o país ocupa a 5.ª posição, ficando atrás apenas de Suíça, Alemanha, Canadá e Austrália. Na classificação, consideramos várias métricas, como qualidade de vida, influência, empreendedorismo e abertura para negócios. Assim, pessoas de outros países passaram a imigrar para os Estados Unidos também em busca do “sonho” e a fazer parte da sociedade americana. Para você ter uma ideia, entre 1892 e 1954, a ilha de Ellis, no porto de New York, recebeu mais de 12 milhões de pessoas. Décadas depois, mesmo com mudanças econômicas e políticas, o país ainda é o destino para quem procura novas oportunidades. Aliás, segundo a Câmara de Comércio dos EUA, profissionais da área da saúde, engenheiros, especialistas em TI e empreendedores que geram emprego estão entre os que têm maior destaque em solo americano. Cultura empreendedora nos EUA: inovação e riscos Os americanos abraçam a cultura empreendedora sem medo, com mudanças econômicas fazendo novas gerações ampliar e aproximar o “Sonho Americano” do conceito original. Segundo reportagem da CNBC, uma pesquisa da empresa GoDaddy, realizada com mais de mil donos de pequenos negócios nos Estados Unidos, 54% respondeu que o American Dream se trata de se sentir feliz na vida, e 49% apontou a relação do ideal com a liberdade de seguir suas paixões. Motivações e Valores dos Empreendedores Americanos Contudo, o aspecto de sucesso financeiro, muito relacionado ao empreendedorismo de forma geral, não fica atrás: para 56%, o aspecto “prosperidade” ainda é um motivador para o trabalho, a fim de se alcançar um estilo de vida confortável. Dessa forma, conforme a matéria, diante de acontecimentos como a pandemia de Covid-19 e o fenômeno Great Resignation – Grande Renúncia –, muitos americanos passaram a valorizar a flexibilidade do trabalho e ser seu próprio chefe, retomando o espírito empreendedor de “correr atrás” da construção de seu patrimônio pessoal. Para isso, dois fatores que sustentam essa cultura empreendedora nos Estados Unidos são a aceitação de riscos e a melhoria contínua. Por exemplo, é comum que muitas empresas atuem identificando oportunidades que o mercado já apresenta. A partir disso, novos produtos e serviços são criados e podem ser melhorados com o tempo. Um dos exemplos são os produtos da Apple: há décadas apresentam novidades que revolucionam o mercado, como o surgimento do iMac, com design colorido e maior velocidade, responsável por salvar a empresa da falência em 1998. Já a aceitação de riscos é uma característica que leva os americanos a duas boas práticas do empreendedorismo: o planejamento e a superação de falhas. Ou seja, no primeiro caso, o planejamento bem-feito leva os empreendedores a estruturar cada passo antes de agir, e conhecer seus riscos e o que é preciso para assumi-los com segurança. Por sua vez, o segundo tem a ver com nunca desanimar diante de dificuldades e falhas, enxergando algo que deu errado como uma oportunidade para corrigir e melhorar sempre. Isso leva à constante inovação, outra característica da cultura empreendedora americana. O ambiente favorável para empreender nos EUA A gente não pode falar de cultura empreendedora nos EUA, sem pensar em como a sociedade constantemente incentiva as pessoas a adotá-la. Em projetos de escola, nos clubes de faculdade e até naquela barraquinha de limonada do começo do post: em todo lugar, os americanos aplicam a cultura empreendedora e oferecem oportunidades para que ela aconteça. Tanto que em outro ranking da U.S. News & World Report, o país é o primeiro em empreendedorismo, liderando a lista, ficando na frente da Alemanha e Japão. Na prática, as ações dos Estados Unidos até se estendem para outros países. Por exemplo, existe o programa de bolsas Young Leaders of the Americas – YLAI. Lançado em 2015, mais de 1.000 jovens da América Latina, Canadá e Caribe foram para o país estudar empreendedorismo e desenvolver habilidades em organizações e empresas americanas. Cultura de recompensa e histórias inspiradoras Outro aspecto que demonstra como a cultura empreendedora nos EUA é forte é a chamada cultura da recompensa. Ou seja, a prática de reconhecer e celebrar grandes empreendedores do país, tornando-os exemplos para as próximas gerações. Dentre eles, John Rockefeller e Henry Ford são alguns destaques clássicos. Mas, além deles, tem muitas outras pessoas em quem você pode se inspirar. Check it out – Confira! Chris Gardner Sabe aquele filme com Will Smith, The Pursuit of Happyness (“À Procura da Felicidade” – 2006)? Pois é, a história de Chris Gardner é real e inspirou a produção. Um dos melhores exemplos da aplicação do conceito de grit (habilidade de perseverar e alcançar objetivos a longo prazo, segundo a psicóloga Angela Duckworth), Chris era vendedor de equipamentos médicos e chegou a morar em abrigos em San Francisco com o filho pequeno. Na década de 1980, estudou para entrar em um estágio na empresa Dean Witter Reynolds. Então, seguiu crescendo na companhia até fundar sua corretora financeira, Gardner Rich, em 1987. Jan Koum No Brasil, o WhatsApp é um aplicativo de mensagens popular, que surgiu graças a Jan Koum. Ucraniano, mudou-se para California com a família no início dos anos 1990, quando começou a aprender sobre computadores lendo manuais. Após se formar na Universidade de San Jose, ingressou na Ernst and Young em 1997, onde conheceu Brian Acton, que o levou ao Yahoo. Em 2007, saíram da empresa e, depois de serem recusados em vagas de emprego do Facebook, criaram o aplicativo. Aliás, foi essa empresa que comprou o WhatsApp em 2014. Joy Mangano Outra história que rendeu uma produção de Hollywood, Joy (“Joy: O nome do sucesso”, 2015), a vida de Joy Mangano é outro exemplo de uma empreendedora que, apesar das dificuldades, alcançou o sucesso e conseguiu ver oportunidades de inovar em algo que já existia. Inventora, se formou em Gestão de Empresas em 1978, sendo mãe de três filhos. Em 1989, depois de seu divórcio, passou a trabalhar como garçonete. Cansada de se curvar e molhar as mãos com água suja ao limpar a casa, ela inventou um esfregão melhor, hoje conhecido como Magic Mop. Mesmo sendo taxada de louca, achou que sua invenção tinha potencial, reuniu recursos com ajuda da família e produziu 100 unidades na oficina de seu pai. Depois, assinou um contrato com o canal de televendas, QVC. Mas foi só quando apareceu nos comerciais que as vendas começaram a acontecer. No ano 2000, vendeu a empresa Ingenious Designs para a estação de televendas HSN, expandindo a oferta de produtos para mais de 100 invenções. Reconhecendo o sucesso, valorizando a independência e usando erros para aprender e melhorar, a identidade empreendedora nos EUA é um dos pilares da cultura americana atual. Porém, sua origem é antiga e remete aos primeiros imigrantes, que chegaram ao país em busca de oportunidades. Hoje, ainda podem ser considerados como a terra do American Dream, com possibilidades para americanos e imigrantes que queiram empreender, persistir e alcançar seus sonhos. Gostou de conhecer sobre a cultura empreendedora e alguns dos empresários americanos que tiveram sucesso? Compartilhe em suas redes sociais e inspire quem você conhece!

December 29, 2024

4 tradições de Ano Novo nos Estados Unidos – Monkey Money

maximios / Blog

Vestir branco, tomar champagne, pular sete ondas… Essas são só algumas das tradições de Ano Novo que temos no Brasil. Você segue alguma delas? Afinal, nada impede reproduzi-las por aqui, mas, nos EUA, você também irá encontrar várias outras maneiras de celebrar esse momento de passagem! Então, se quiser participar de todas as New Year’s Eve parties do jeito americano, precisa conhecer as tradições!

E, obviously, seu melhor amigo nos EUA está aqui para ajudar: separei 4 das principais diferenças entre as comemorações no Brasil e nos Estados Unidos. Vou falar também 3 jeitos incríveis de dar boas-vindas ao Ano Novo in a true American way. Check it out!

4 diferenças entre o Ano Novo dos EUA e do Brasil

No Brasil, você pode ter comemorado o Réveillon na beira da praia ou em uma festa com os amigos, comendo lentilha. Nos EUA, meet up with friends e fazer uma festa também é supercomum, mas, você vai descobrir tradições bem variadas além disso, que vão mudar a sua percepção desta festa no país.

A seguir, confira 4 aspectos que eu separei para você ver a diferença!

1. Depois do peru, o porco

A comida é um dos primeiros aspectos que a gente pensa na hora de fazer uma festa, right? Nesse época de final de ano, o Thanksgiving é marcado pelo peru — um conhecido do Brasil nessa época também, por conta do Natal. Mas, no Ano Novo, é um pouco diferente.

No Brasil, a lentilha é um dos pratos mais famosos, porque as pessoas associam com prosperidade. Já no Ano Novo dos EUA, você encontra correspondentes, como o feijão de corda, no prato Hoppin’ John dos estados do sul.

Mas a ideia de prosperidade também está associada ao porco assado, um prato comum no ano novo em vários países. Nele, o focinho deve ficar sempre para frente, simbolizando prosperidades futuras pois o porco estaria farejando o sucesso! Cool, isn’t it?

2. Kiss me at midnight

Guardar sementes de uva na carteira ou comer bacalhau são algumas das várias tradições que você já deve ter feito no Brasil. Nos EUA, isso não existe. Porém, tem uma famosa, que é consenso no país e até aparece em filmes como “Noite de Ano Novo” (New Year’s Eve): o beijo da virada.

Segundo a História, essa tradição tem origem em uma celebração alemã, que fazia fogueiras no dia 31, ocasiões em que a ideia do beijo teria surgido. Assim, quando os imigrantes do país foram para os EUA, a tradição passou para a cultura americana, por volta de 1900. Hoje, você vai ver casais, amigos e até estranhos dando o famoso beijo de Ano Novo.

3. Branco só de neve

No Brasil, o Ano Novo acontece em pleno verão. Mas nos EUA já é o começo do inverno. Por isso, em muitas regiões, de branco mesmo, você vai encontrar apenas a neve.

Sendo assim, é bom se preparar para o clima onde vai passar a noite de Ano Novo. Afinal, se estiver muito frio, você pode preferir festas em lugares fechados, como restaurantes e bares.

4. No colorful underwear

Além de os americanos não terem o costume de usar branco no Ano Novo, aquela simpatia de escolher roupa íntima colorida também não existe.

Aqui, a roupa da New Year’s Eve party deve se encaixar com onde você estar e o que vai fazer. Por exemplo, se vai participar de um jantar de gala, ela deve corresponder ao evento. Só não pode esquecer o casaco em casa, viu?

3 maneiras incríveis de comemorar o Ano Novo nos EUA

Por todo o país, sejam em cidades pequenas ou em metrópoles, você vai encontrar uma extensa variedade de festas de Ano Novo que fica até difícil escolher. Por isso, eu trouxe 3 opções para você descobrir onde pode viver experiências diferentes, além de criar memórias incríveis – e de um jeito diferente – na virada do ano com amigos e família!

1. Descida da bola na Times Square

Provavelmente a tradição mais conhecida do Ano Novo nos EUA, com milhões de pessoas indo até a Times Square, em New York, para ver a descida da bola (the Ball Drop) à meia-noite. Criada em 1907, no começo ela pesava cerca de 700 libras (317 kg). Agora, mede 12 pés de diâmetro (3,5 m) e pesa quase 12.000 libras (5.500 kg, aproximadamente).

Além de shows com artistas famosos, a cerimônia consiste em uma grande bola que é baixada do edifício One Times Square, depois da contagem de sessenta segundos às 11:59 p.m., no dia 31 de dezembro.

Aliás, ela ficou tão famosa no país, que é transmitida na TV; sendo tão popular quanto a transmissão dos fogos de Copacabana no Brasil. Mas pay attention: você precisa chegar até as 3 p.m. para entrar e, please, não se esqueça de se agasalhar bem, já que as temperaturas tendem a ser negativas.

Outra maneira legal de aproveitar a data em NYC é dar um pulinho no Rockfeller Center, que fica pertinho da Times. Lá a famosa árvore de Natal ainda está em exposição, o que é ótimo para quem não vive em New York e quer conhecer. Também dá para patinar e ter um jantar de Ano Novo especial.

2. Fireworks em Nevada

Conhecida como uma das cidades mais festeiras do mundo, Las Vegas oferece um Ano Novo nos EUA com celebrações à la Grande Gatsby. Nos hotéis de luxo da cidade, como o Bellagio — set de “Onze Homens e Um Segredo” (Ocean’s Eleven) –, você pode aproveitar festas excepcionais, com muito champagne e vistas privilegiadas para o show de fogos que os hotéis preparam na cidade.

Mas se você não está a fim de party hard, vale a pena aproveitar a cidade de outra forma. Na famosa rua Vegas Strip, dá para assistir aos fogos de artifício e conhecer bastante gente, que chega para a virada de Ano Novo até de motorhome (Trailers com casa móvel)!

Nesse caso, também é preciso aparecer cedo porque a avenida fecha às 6 p.m. E novamente, não se esqueça do casaco. Afinal, Las Vegas é rodeada pelo deserto de Mojave e as temperaturas caem bastante à noite, e como seu melhor amigo aqui nos EUA, não quero que pegue um resfriado!

3. Bayfront Park e Ocean Drive

Quer fugir do frio e encontrar alguns conterrâneos para comemorar o Ano Novo nos EUA, com muita festa? Então é só chegar até Miami, com algumas das temperaturas mais amenas do país nessa época.

Para celebrar com estilo e viver toda a cultura americana, você pode ir para o Bayfront Park, onde a cidade prepara uma festa gratuita, com bastante música e fireworks.

Outro ponto de encontro para ver os fogos também é a Ocean Drive. Na avenida mais famosa de Miami, você pode comemorar com um jantar com menu especial de Ano Novo nos restaurantes em frente à praia. Nesse caso, precisa fazer reserva com bastante antecedência e preparar as tips porque o lugar é um dos mais badalados na New Year’s Eve.

O Ano Novo nos EUA é uma ótima oportunidade para você realizar o planejamento das metas para 2023, além de, claro, curtir muito a família e os amigos. Como mostrei, por aqui, há várias diferenças culturais com relação a essa festa no Brasil e separei as melhores para você vivenciar a New Year’s Eve like an American. Sem falar que conhecer os costumes ajuda você a entender as tradições e decidir onde vai dar as boas-vindas ao próximo ano!

Gostou do post? Conheça também 6 dicas imperdíveis para você entender melhor a cultura americana!

December 22, 2024

Monkey Money Cursos

maximios / Blog

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October 6, 2024

Como são as leis de proteção ao consumidor nos EUA? Confira – Monkey Money

maximios / Blog

Entender as leis de proteção ao consumidor é essencial, não importa onde você esteja. Nos EUA, as leis estaduais e federais trabalham juntas para evitar práticas abusivas e garantir que você saiba seus direitos.

Este guia rápido vai te mostrar o essencial sobre as leis de proteção ao consumidor nos Estados Unidos, desde o que esperar ao comprar produtos e adquirir serviços até quem procurar para pedir auxílio, caso você seja prejudicado de alguma forma.

Se quer saber um pouco mais sobre o assunto e ficar por dentro dos seus direitos no país, não deixe de acompanhar este material que eu elaborei!

Como funciona o direito ao consumidor nos EUA

As leis de proteção ao consumidor nos Estados Unidos são bem avançadas e com muitos tópicos parecidos com as leis do Brasil. Por exemplo, se um cliente adquire um produto ou um serviço, é preciso que funcione corretamente e que tudo o que foi divulgado a respeito dele seja de fato coerente com a realidade.

Além disso, um ponto interessante é que as empresas que fazem alguma exportação para o país precisam ficar muito atentas. O nível de exigência das pessoas é alto e, caso haja qualquer tipo de irregularidade, com certeza vão ter dores de cabeça.

E, assim como no Brasil, há total amparo para os consumidores que adquirem qualquer tipo de produto por meio da internet. Não é possível, por exemplo, cobrar qualquer valor de taxa adicional depois que a compra for finalizada. A não ser que isso esteja claro nos termos de venda.

Quais as principais leis de proteção ao consumidor

Agora, vou explicar sobre as principais leis de proteção ao consumidor nos Estados Unidos. Confira!

Fair Credit Reporting Act

O Fair Credit Reporting Act (FCRA) é uma lei federal dos Estados Unidos que regula a coleta, disseminação e uso de informações de crédito ao consumidor. Segundo o ato, informações de relatórios de consumidores não podem ser fornecidas a quem não tenha um propósito especificado na lei.

Para quem mora nos Estados Unidos e deseja ter acesso a qualquer tipo de produto ou serviço, com certeza o crédito é um dos principais bens que a pessoa pode ter. Por isso, as lojas ou as instituições financeiras podem acessar as informações, mas com algumas ressalvas que estão previstas na Lei.

Por exemplo, a Lei do Histórico Justo de Crédito, que foi criada em 1970, tem como objetivo impedir que as informações pessoais estejam desatualizadas. Se em algum momento você teve algum problema de crédito, mas já foi resolvido, essa consulta precisa mostrar que está tudo ok.

Nesse sentido, o Fair Credit Reporting Act é um amparo para que você possa contestar sempre que necessário os dados que estiverem imprecisos ou desatualizados.

Fair Housing Act

O Fair Housing Act, também conhecido como Lei de Habitação Justa, é uma legislação federal dos Estados Unidos que visa proteger as pessoas da discriminação ao alugar ou comprar uma casa, obter uma hipoteca, buscar assistência habitacional ou realizar outras atividades relacionadas à habitação.

A lei proíbe especificamente a discriminação com base em raça, cor, origem nacional, religião, sexo (incluindo identidade de gênero e orientação sexual), status familiar ou deficiência.

Antes da lei Fair Housing Act ser aprovada, por exemplo, proprietários de imóveis podiam barrar a compra da pessoa simplesmente porque ele acreditava que aquele bairro não era para aquele comprador.

Ao implementar a lei em 1968, o país teve como intuito justamente o de impedir esse tratamento diferenciado, tanto na compra quanto no aluguel. Essa lei foi ampliada em 1974 para questões de gênero e em 1988 para pessoas com deficiência.

The Fair Debt Collection Practices Act (FDCPA)

No Brasil, um ponto muito importante que está presente na lei de proteção do consumidor é relacionado às cobranças abusivas ou indevidas. Nos Estados Unidos, também existe um tópico que aborda justamente esse ponto.

O Fair Debt Collection Practices Act (FDCPA) é uma lei federal dos Estados Unidos que restringe as práticas de cobrança de dívidas por parte de coletores terceirizados.

Sob esta lei, os cobradores de dívidas de terceiros são proibidos de usar condutas enganosas ou abusivas na cobrança de dívidas de consumo contraídas para fins pessoais, familiares ou domésticos.

Por exemplo, esses cobradores não podem contatar devedores em horários inapropriados, submetê-los a chamadas telefônicas repetidas ou revelar a existência de dívidas a outras pessoas.

Foi criada para que não haja nenhum tipo de cobrança enganosa ou abusiva, protegendo as pessoas de práticas desleais que podem ocorrer no mercado.

Seção 5 da Federal Trade Act: Unfair or Deceptive Acts or Practices

É uma disposição fundamental que autoriza a Comissão Federal de Comércio (FTC, em inglês) a prevenir métodos desleais de competição, bem como práticas comerciais injustas ou enganosas que afetam o comércio.

Dessa forma, a lei vai evitar alguns pontos específicos, como:

  • práticas desleais — no caso das práticas desleais, evitam que as pessoas tenham qualquer tipo de dano;
  • práticas enganosas — como o próprio nome já diz, o consumidor fica protegido quanto a atitudes enganosas, que o leva a cometer erros ou que a interpretação relacionada a um produto ou serviço seja equivocada em relação ao que realmente oferece.

Telephone Consumer Protection Act 

O consumidor de serviços telefônicos também está amparado pela lei. Trata-se da Telephone Consumer Protection Act. Nela, há a garantia de que a pessoa não pode ser enganada e nem mesmo assediada por parte de profissionais de telemarketing.

Além disso, oferece a opção de inscrever seus números de telefone na lista “Do Not Call”, que proíbe telemarketers de fazer chamadas indesejadas para esses números.

Os consumidores também têm o direito de reportar e denunciar chamadas abusivas ou não autorizadas, fortalecendo assim a sua proteção contra o telemarketing invasivo.

Como o imigrante está amparado nas leis

Como eu expliquei, existe até mesmo uma lei que proíbe discriminação e tratamento diferenciado para imigrantes que desejam comprar ou alugar uma residência em qualquer bairro ou região.

O brasileiro que mora nos Estados Unidos pode usufruir dos mesmos direitos do consumidor, pois as práticas abusivas, propagandas enganosas e atitudes desleais não podem ocorrer dentro do território nacional.

O ideal é entender quais são os meios de comunicação utilizados para denunciar qualquer tipo de prática que esteja em desacordo. Veja alguns lugares aos quais você pode recorrer enquanto imigrante.

Federal Trade Commission (FTC)

A FTC é a agência nacional responsável por proteger os consumidores contra práticas comerciais injustas ou enganosas. Você pode apresentar uma queixa online em seu site se achar que foi vítima de fraude ou práticas comerciais injustas.

Consumer Financial Protection Bureau (CFPB)

Para questões relacionadas a produtos e serviços financeiros, como empréstimos e cartões de crédito, você pode apresentar uma queixa ao CFPB, que trabalha para garantir que os consumidores sejam tratados de forma justa pelas empresas financeiras.

State Attorney General’s Office

Cada estado tem um escritório do Procurador-Geral que pode ajudar com queixas de consumidores. Eles podem fornecer informações sobre seus direitos e como proceder com uma queixa. Faça uma busca do representante do seu estado neste link.

Local Consumer Protection Agencies

Alguns condados e cidades têm suas próprias agências de proteção ao consumidor que podem oferecer assistência e informações sobre como lidar com práticas comerciais injustas.

Também não deixe de entender as particularidades de seu estado, pois podem ter leis específicas de proteção ao consumidor apenas para aquela localidade. Por exemplo, a California Consumer Privacy Act (CCPA) oferece aos residentes da California direitos adicionais relacionados à privacidade de seus dados pessoais.

Neste conteúdo, eu expliquei um pouquinho mais sobre as leis de proteção ao consumidor nos Estados Unidos. Como pude explicar, são leis avançadas, que contemplam várias questões que merecem atenção. Assim como no Brasil, não deixe seus direitos ficarem para trás e busque apoio sempre que for necessário.

Se gostou deste artigo, compartilhe em suas redes sociais para seus amigos também ficarem por dentro das leis de proteção ao consumidor!

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